Experimente nosso Mel Silvestre, eleito duas vezes uma das maravilhas gastronômicas do Rio de Janeiro!

Produtos Apícolas

Conheça melhor cada um dos maravilhosos produtos que as abelhas nos proporcionam!

O Mel é um alimento único, completo e universal. O néctar dos deuses que alimenta e encanta há milhares de anos. Considerado sagrado por muitos povos, sua associação com o paraíso é recorrente. Até na Bíblia a terra prometida é descrita como um lugar onde o leite e o mel jorram em cascatas.

O Mel foi o primeiro e, durante séculos, o único alimento concentradamente doce conhecido pela humanidade. Utilizado pelo homem primitivo tanto como alimento, quanto como medicamento. É o produto resultante da incrível relação de coevolução entre as abelhas e as plantas angiospesrmas (que possuem flores e frutos).

Os vegetais desenvolveram através da fotossíntese, a capacidade de transformar a energia luminosa do sol em energia química, produzindo glicose. Os complexos nutrientes presentes na seiva das plantas se concentram no néctar de suas flores, as abelhas desenvolveram a habilidade de localizar essas flores na natureza e depois indicar sua localização para toda a colônia. Atraídas por essa fonte adocicada, elas coletam o néctar, altamente volátil e o transformam no mel, um produto perene que, se devidamente armazenado,  não se perde nunca.

As abelhas campeiras sugam o néctar das flores com suas línguas especializadas (probóscides) e o transportam até a colmeia em seu “estômago de mel” ou Vesícula Melífera, posto que se trate de um reservatório e não propriamente do sistema digestivo.

No interior do ninho, a campeira transfere o néctar para as operárias responsáveis pela estocagem nos alvéolos e pela sua transformação em mel. Durante o processo, as abelhas acrescentam ao néctar algumas enzimas produzidas nas glândulas hipofaringeanas, como a invertase, a diastase e a glucose-oxidase. A invertase é a responsável por quebrar a sacarose (dissacarídeo) presente no néctar em glicose e frutose (monossacarídeos), predominantes no mel.

Paralelamente a esse processo químico, ocorre também um processo físico de desidratação do néctar, reduzindo sua umidade, que varia de 50 a 80% na flor e cai até 20 a 17% no mel.  Quando finalizada a desidratação, as abelhas cobrem o alvéolo com uma fina camada de cera, preservando assim, suas propriedades alimentícias intactas por quanto tempo permanecer armazenado.

Denominamos esse mel armazenado pelas abelhas de “mel maduro” ou operculado.

O Mel pode variar em suas características gerais, podendo ter diferentes colorações, aromas, sabores e densidades, de a cordo com a floração visitada pelas abelhas. A cor do mel pode variar do branco aquoso ao âmbar escuro, passando pela coloração alaranjada que se vê tradicionalmente. O cheiro pode ser mais forte ou mais suave de acordo com a flor de onde saiu o néctar, mas não deve nunca apresentar o cheiro de bala, indicativo da adulteração por açúcar de cana.

O Mel é um meio supersaturado, com alta concentração de açúcares, o que gera um efeito osmótico que garante sua propriedade bactericida e assim, sua resistência à deterioração mesmo quando armazenado por longos períodos. Ao mesmo tempo, o mel é, também, altamente hidroscópico, ou seja, em contato com a atmosfera ele é capaz de retirar umidade do ar para se reidratar e assim, torna-se possível sua fermentação e consequente deterioração. Daí a importância de cuidados no manuseio e na armazenagem do mel.

Desde a mais remota antiguidade o mel é amplamente usado para tratamentos de saúde. Sabemos que ele é diurético, laxativo, calmante, emoliente, desinfetante, antiséptico, alcalinizante, expectorante, depurativo do sangue, tonificante para as ligações neurais, além de suas inúmeras aplicações para desobstrução das vias respiratórias e afecções do aparelho digestivo. O mel foi usado com excelentes resultados no tratamento de cardiopatias, doenças hepáticas e doenças infecciosas em geral.

A própolis é uma substância resinosa produzida pelas abelhas. Já era conhecida e utilizada pela humanidade há séculos. No Egito antigo, a própolis foi utilizada por sacerdotes no tratamento de infecções e intumescências. Há relatos que descrevem que os soldados romanos levavam a própolis consigo para o campo de batalha e a utilizavam como auxílio no tratamento das feridas e para aliviar a dor ao retirar pontas de flecha e outros estilhaços e espinhos encravados, acelerando a recuperação e evitando o surgimento de abcessos.

A utilização da própolis atingiu destaque internacional no ano de 1900, durante a guerra dos Bôeres, ocorrida na África do Sul, em que foi utilizada uma pomada de própolis e vaselina para o tratamento de feridas e no pós-operatório. O reconhecimento científico de seus benefícios veio na segunda metade do séc. XX, quando diversos trabalhos foram publicados em congressos especializados em apicultura e outros congressos científicos, confirmando o que a sabedoria e a medicina popular já conheciam há séculos.

A palavra própolis é de origem grega e significa “defesa da cidade” (pró – pólis) e é exatamente este o uso que as abelhas dão à própolis. Por sua característica resinosa e adesiva (em inglês é conhecida também como cola das abelhas – bee glue), as abelhas utilizam-na para revestir todo o interior da colméia, obstruindo assim, buracos alvados e aberturas naturais que pudessem ser utilizadas para um saque de outros insetos e mesmo, colônias rivais.

Após o nascimento das crias, as operárias realizam uma higienização dos alvéolos e finaliza envernizando este com a própolis, realizando assim uma completa desinfecção da célula. Seu uso continuado acaba por escurecer os favos e as camadas superpostas reduzem sua área interna, podendo tornar o alvéolo inutilizável. As abelhas podem utilizar a própolis, ainda, para envolver e isolar animais mortos no interior da colméia, como besouros, formigas, vespas e mesmo, ratos e lagartixas! Esse processo acaba por mumificar o animal e assim, evita a contaminação do ambiente por decorrência de sua deterioração. Essa função protetora é a mais importante aplicação da própolis para as abelhas, impedindo ataques e epidemias no interior da colônia.

Além do pólen e do néctar, as abelhas coletam vários produtos biológicos dos brotos e cortes vegetais, especialmente resinas. Elas acrescentam a esta matéria vegetal secreções salivares e cera produzindo assim, a própolis. Apresenta forte cheiro ácido e sua coloração pode variar grandemente, assim como o mel, de acordo com a vegetação utilizada em sua fabricação. Os tipos mais comuns são a própolis preta, vermelha e verde, sendo a última, proveniente do alecrim do campo, a mais valorizada no mercado por apresentar melhor resultados clínicos.

Diversos trabalhos de pesquisa têm comprovado as propriedades bactericidas, bacteriostáticas, antifúngicas, analgésicas, cicatrizantes e antiinflamatórias. A própolis é indicada tanto para uso externo, acelerando a cicatrização e promovendo a assepsia da ferida, queimadura, micose ou inflamação; como para uso interno via oral, auxiliando tratamentos de gripe, pneumonia, bronquite, colite, úlceras, gastrites e outras inflamações gastrointestinais, na recuperação da saúde em corpos debilitados, redução da fadiga muscular, fortalecimento do sistema imunológico, redução de efeitos colaterais de tratamentos químicos e radioativos. Apresenta, ainda, excelentes resultados no tratamento de câncer e tumores, especialmente a própolis verde, mas seu uso em casos dessa dimensão devem sempre ser supervisionados por médico responsável.

O pólen é o gameta masculino produzido pelas anteras das flores angiospermas (com flores e frutos). Sua função principal é fecundar os óvulos contidos no estigma, o ovário dessas plantas, gerando assim, sementes e frutos. Sua importância dentro da cadeia alimentar é extraordinária, atuando diretamente no ciclo da vida. É graças ao pólen das flores que a primavera se eterniza como a estação da prosperidade e da fecundidade.

Nessa estação a grande oferta de nutrientes provenientes do sol e das chuvas em equilíbrio leva as plantas a se preparar para a reprodução, lançando flores de todas a s formas, cheiros e cores que atraem diversos tipos de animais. Abelhas, pássaros, morcegos e muitos outros animais atraídos pela beleza de suas cores e pela sua inebriante fragrância se encarregam da transferência do pólen das anteras ao estigma, completando a fecundação dessas plantas. Os animais herbívoros comem as flores e os frutos, e com eles, as sementes e o pólen. As sementes serão devolvidas ao ambiente já adubadas para que novas plantas cresçam e o pólen ingerido oferece ao animal toda a  riqueza de nutrientes proveniente de seus compostos protéicos, estimulando seu próprio processo reprodutivo e fortalecendo o ciclo da vida.

Ao longo da história, o pólen foi amplamente utilizado pela humanidade e seu consumo regular tem proporcionado excelentes benefícios à saúde. Seu valor terapêutico se destaca por sua ação reguladora do aparelho digestivo, equilibrando as funções intestinais e acelerando o tratamento de diarréias, constipação, colite, diverticulite e hemorróidas. Age ainda, sobre o sistema vascular graças aos flavonóides encontrados no pólen, além de ser favorável ao metabolismo celular, regularizando o apetite e contribuindo para o crescimento saudável em crianças pequenas. Seu uso contínuo apresenta redução do estresse e conseqüente prevenção do envelhecimento cerebral por fornecer ao organismo uma série de aminoácidos necessários à síntese da beta-endorfina, pela hipófise. Também o sistema urinário se beneficia do uso do pólen, já que possui nutrientes fundamentais para a prevenção de prostatites e cistites, tal como as vitaminas A, C e E, vitaminas do complexo B, minerais como magnésio e zinco, ácidos graxos insaturados e aminoácidos fundamentais, como alanina, glicina e ácido glutâmico.

Para as abelhas o consumo do pólen está diretamente ligado à prolongação de suas vidas, já que nenhum enxame poderia sobreviver sem se alimentar do pólen. Como única fonte de proteínas, o pólen é a matéria prima para a produção da geleia real pelas glândulas hipofaringeanas das abelhas nutrizes. Essa composição rica em proteínas com quase todos os aminoácidos vitais, é o principal elemento de nutrição das larvas jovens e o único alimento da abelha rainha.

Geléia Real é o produto das glândulas hipofaringeanas e mandibulares das abelhas operárias entre 5 e 14  dias de existência (período em que exercem a função de nutrizes, na colmeia), é usada para alimentar a rainha desde o seu estágio larval, durante toda a sua vida e alimenta ainda, as larvas comuns durante os primeiros dias de desenvolvimento. Essas glândulas se encontram dentro da cabeça das abelhas operárias.

Tem característica branco-leitosa e é muito densa e cremosa, com sabor ácido, picante e ligeiramente adocicado. Diferentemente do pólen e do mel, que é estocado para o uso da colônia, a geléia real só é produzida para suprir as necessidades nutricionais das crias, sendo depositada diretamente na célula em que se desenvolvem, ou, quando há necessidade de produzir uma nova rainha, em grande quantidade dentro das realeiras, células especiais que abrigam as larvas destinadas a se tornar novas rainhas.

A abelha rainha e a operária são ambas fêmeas e suas características genéticas são idênticas, a diferença visível entre elas demonstra a incrível função fisiológica da geléia real no processo nutricional do desenvolvimento delas. Enquanto a as operárias medem em média 1 cm, a rainha mede 3 cm, aumentando seu peso em proporção. Enquanto as operárias vivem em média de 45 a 60 dias, uma rainha pode viver até 5 anos. E principalmente, enquanto as operárias são estéreis (sem ovário desenvolvido) a rainha pode produzir de 1.500 a 3.000 ovos fertilizados por dia!

As maravilhosas propriedades medicinais da geléia real e seu benefício na longevidade têm despertado interesse e provocado pesquisas em todo o mudo, já que a prevenção de doenças é sinônimo de qualidade de vida. Entre suas indicações estão o aumento das forças naturais do organismo nos casos de debilidade e convalescência, além de prevenir esgotamento físico e intelectual e deficiência orgânica e sexual. Como fator de longevidade, previne a senilidade.

A cera de abelhas é mais uma das maravilhas que as abelhas produzem. A cera de abelhas pura é um material que desperta nossa atenção seja pelo cheiro, adocicado e levemente parecido com o mel, seja por sua textura, moldável ao toque.

Ao contrário do que muitos pensam, as abelhas não coletam a cera da natureza, elas a produzem a partir de uma série de glândulas cerígenas ao longo do abdomen. A cera é secretada em finas e maleáveis escamas que as abelhas mastigam e armazenam para ser utilizada na construção da colmeia. É com a cera que elas vão construir os alvéolos que abrigarão alimento (pólen e mel) ou as larvas que darão origem a ovas abelhas. Para as abelhas, a cera é uma verdadeira argamassa, dando a estrutura necessária para a construção da colméia.

Todas as abelhas operárias são capazes de produzir a cera, no entanto este é um processo desgastante para a abelha em produção, de modo que normalmente, apenas as abelhas jovens, entre 10 e 18 dias exercem essa função. Nesse período, as abelhas operárias assumem a função de construtoras, restaurando células, operculando os alvéolos e construindo realeiras, quando necessário. Dependendo da floração utilizada como fonte de alimento a cera, que inicialmente é translúcida, pode variar do branco leitoso ao âmbar escuro, devido ao contato com o mel, o pólen e a própolis. A cera age como uma esponja para as substâncias presentes na colméia, assim, ela assimila pra si grande parte dos flavonóides e outros nutrientes presentes no mel, no pólen e na própolis. O lado ruim é que também pode assimilar produtos químicos utilizados para alimentação direta das abelhas, ou no campo onde recolhem alimento. Cera de abelhas com coloração muito branca provavelmente foi adulterada com parafina, nesses casos, o aroma característico deve ser verificado. Saber a procedência da colônia e suas condições de produção é uma medida fundamental para garantir a qualidade do produto.

Produzir cera é trabalhoso e por isso, as abelhas em produção devem estar sempre bem alimentadas. Por esse motivo, também, as abelhas geralmente aproveitam ao máximo as células de abrigo das larvas e armazenagem de alimentos, afinal, à produção de cera é desgastante para toda colônia, já que para cada quilo de cera produzida, a abelha consome em média, 5 quilos de mel! Quanto mais tempo as células forem reaproveitadas dentro da colméia, maior o aroma melífero e mais se escurecem, devida ação da própolis utilizada pelas abelhas para esterilizar as células. Por ser de suma importância à vida das abelhas e por garantir a pureza original do mel, é que o mel vendido nos favos de cera custa mais que o mel já filtrado e envasado.

Ao longo da história, a cera de abelhas foi amplamente utilizada para manufatura de velas, para produtos de beleza e para a proteção de alimentos, como queijos e carnes. No antigo Egito, pesquisadores encontraram indícios de que a cera seria utilizada para produção de maquiagem, para revestir os fios utilizados nas perucas e tranças típicos da época, além de ter sido utilizada em larga escala nos processos de mumificação, tanto para aplicação nas ataduras, como diretamente aplicada em órgãos internos. Até o surgimento das parafinas sintéticas, era a principal matéria prima de velas e bastões, sendo ainda hoje muito comum o seu uso em cosméticos, sabonetes, lápis de cor e giz de cera, além de velas ornamentais e muitos outros produtos.

Embora não possua valor nutricional para nós, humanos e mamíferos em geral, posto que sua composição não possa ser digerida, é um material atóxico e em caso de ingestão, será eliminado naturalmente do organismo. Poucas experiências são mais gratificantes que experimentar o mel ainda nos favos, mascando a cera para retirar maior sabor. Se por ingestão não aproveitamos os benefícios nutricionais da cera, pela absorção da pele, estes benefícios são muitos através de cosméticos, xampus e sabonetes.

Para uso da cera, primeiramente devemos derreter em “banho Maria”, para evitar que o aquecimento súbito cause a perda de suas propriedades benéficas e filtrar a cera para retirada de abelhas e larvas mortas, além de outras impurezas, como partículas de própolis, terra e mesmo, animais invasores. A cera de abelhas pode ser inflamável, de modo que seu aquecimento deve ser sempre suave e deve permanecer entre 60ºC e 85ºC, quando começa a desnaturar suas propriedades e pode tornar-se escuro. Em hipótese alguma este aquecimento deverá ultrapassar os 200ºC, sob risco de combustão espontânea.

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